O calendário da vigilância da gravidez no SNS: as 7 consultas, as 3 ecografias e as análises de cada trimestre, com as semanas em que são feitas — e quanto custa.
Numa gravidez de baixo risco, a vigilância é feita no centro de saúde ou unidade de saúde familiar, com 7 consultas programadas, 3 ecografias e análises em cada trimestre. Tudo o que está aqui em baixo é o esquema comum; a tua equipa pode ajustá-lo.
A norma em vigor diz que todas as grávidas devem ter acesso a uma primeira consulta até às 9 semanas e 6 dias de gestação. O Programa Nacional, que é de 2015 e define a tabela das consultas, refere a 1.ª consulta antes das 12 semanas. Na prática: quanto mais cedo marcares, melhor — mas se já passaste das 10 semanas não perdeste nada de irrecuperável. Liga ao centro de saúde.
Gravidez de baixo risco é aquela em que, depois da avaliação clínica, não se identificam fatores que aumentem o risco para a mãe ou para o bebé. Essa avaliação é feita na primeira consulta e repetida em todas as seguintes — uma gravidez pode mudar de categoria pelo caminho.
Se quiseres ir marcando o que já trataste, há uma checklist da gravidez com esta mesma lista — fica guardada só no teu telemóvel.
Em cada consulta avalia-se sempre o bem-estar da mãe e do bebé (peso, tensão arterial, análise sumária à urina, edemas, altura uterina, batimentos cardíacos do bebé) e reavaliam-se os fatores de risco. O que muda de consulta para consulta é o que se pede para a seguinte:
As grávidas e parturientes estão isentas de taxas moderadoras — são o primeiro grupo da lista de isenções. Mas atenção: a isenção não é automática. É preciso apresentar uma declaração médica de modelo oficial no centro de saúde da tua área de residência, para que a isenção fique registada. Vale até à data prevista para a revisão do puerpério.
Se chegaste a uma consulta ou exame e te cobraram taxa moderadora, o mais provável é a isenção ainda não estar registada — vale a pena perguntar.
É o documento onde fica tudo: as consultas, os resultados dos exames, as vacinas, os movimentos do bebé. A informação que lá está é tua — és a proprietária dela. Está recomendado que o tenhas sempre contigo, e é especialmente importante se tiveres de recorrer a uma urgência: é por ali que a equipa que não te conhece fica a saber como corre a tua gravidez.
No esquema do Programa Nacional está prevista a suplementação com ácido fólico (desde a primeira consulta até cerca das 12 semanas), iodo ao longo de toda a gravidez, e ferro a partir do 2.º trimestre. As doses e a decisão de as tomar são sempre da tua equipa de saúde — não comeces nem pares suplementos por tua conta.
A vacinação entra no meio deste calendário (a vacina da tosse convulsa, por exemplo, é dada entre as 20 e as 36 semanas). Fica num guia à parte: vacinas na gravidez.
Este guia resume o que dizem estes documentos. Em caso de dúvida, vale o que lá está, não o nosso resumo:
Numa gravidez de baixo risco estão previstas 7 consultas de vigilância: antes das 12 semanas, entre as 14 e as 16 semanas e 6 dias, antes das 24 semanas, entre as 27 e as 30 semanas e 6 dias, entre as 34 e as 35 semanas e 6 dias, entre as 36 e as 38 semanas e 6 dias, e depois das 40 semanas. Se a gravidez for de risco acrescido, o plano é diferente.
Três: a do 1.º trimestre entre as 11 e as 13 semanas + 6 dias, a morfológica entre as 20 e as 22 semanas + 6 dias, e a do 3.º trimestre entre as 30 e as 32 semanas + 6 dias.
A prova de tolerância à glicose oral (PTGO) com 75 g faz-se entre as 24 e as 28 semanas, com colheitas às 0, 1 e 2 horas. Na primeira consulta já tinha sido pedida uma glicemia em jejum.
Entre as 35 e as 37 semanas, por colheita na vagina e na região ano-retal. O resultado serve para decidir se é preciso administrar antibiótico durante o trabalho de parto.
As grávidas e parturientes estão isentas de taxas moderadoras, até à data prevista para a revisão do puerpério. A isenção não é automática: é preciso entregar uma declaração médica de modelo oficial no centro de saúde da área de residência para ficar registada.
A norma em vigor prevê o acesso a uma primeira consulta até às 9 semanas e 6 dias de gestação. Quanto mais cedo, melhor, porque alguns exames do 1.º trimestre têm uma janela própria — mas se já passaste dessa altura, marca na mesma e fala com o teu centro de saúde.
Está recomendado que o tenhas sempre contigo, e não só nas consultas: numa ida à urgência é por ali que uma equipa que não te conhece fica a saber como tem corrido a tua gravidez.